Tuesday, January 13, 2009

Luxúria

Não consigo me afastar do cheiro do teu sorriso
Dessa leviandade trazida como vento nessa alma tua.
Difícil é desvencilhar-me de tuas mãos a me chamar
A me animar, a me esfolar comendo-me com teus dedos
Minha carne, sua volúpia, o anseio.
Luxúria estampada na pele arrepiada, desejosa de ter.
Impossível não olhar este teu corpo lindo e não sentir vontade...
Mesmo assim não consigo afastar os teus olhos voluptuosos
Incendiários a morder-me os lábios, a tez, o falo.
Incessante se move contra mim, sobre mim, sob mim
Arfante me deseja e me toca e me esvazia todo
E dentro nós nos somos necessários e sentimos
O recomeço a nos acordar, e as nos incendiar.
Tudo de novo...

Friday, May 02, 2008

Bertolt Brechet

Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são Muito Bons.

Porém, existem os que lutam toda a vida, estes são Os Imprescindíveis

Wednesday, March 26, 2008

Acorde dos meus sonhos

Você é minha nota musical favorita

Meu sustenido ário em sol bemol.

Seu canto meu encanto, sua luz meu guia...

Que nossa música jamais se acabe e que

Eu possa sempre entoar esse hino maravilhoso

Que é você. Com esse sorriso dissonante

A povoar meu imaginário, minh´alma.

Que transforma em alegria todas as batidas

Do meu pequeno musical.

Você sempre acústico, pop, rock, minha valsa vienense.

Você acorde dos meus sonhos.

Friday, January 11, 2008

O dia em que o céu faltou

As flores hoje não se abriram,

Os raios do sol não as alcançou.

A terra esqueceu-se de germinar,

Mais uma vez perdi o céu.

Seria falta de agradecer? Exagero meu?

Não sei, só sei que nem pensei...

O vento, estaria com má vontade

Ou minha ansiedade é que disparou?

Talvez fosse isso mesmo, não dá

Prá mensurar.

Eu sentia firmemente o chão,

O dia em que o céu faltou.

Mas faltou dentro de mim e não fora.

Faltou uma parte de mim acreditar.

Minha fé não teve forças suficiente,

Para te sentir, nesse dia...

O dia em que o céu faltou.

Wednesday, December 05, 2007

Boas Festas


Eis que trago o Natal em meus braços.
Intercedo, para que ele nasça todos os dias em tua vida,
Ao invés de somente todos os anos em dezembro.

Que seu olhar doce e juvenil
Traga para tua vida Paz, amor e
Muita vida, vida em plenitude.

Eis meu desejo de um Feliz Natal para você,
Receba meu Menino Rei e seja sempre feliz,
Agora e em todos os Natais de sua vida!

Boas Festas e um Feliz Ano Novo!!!
São os votos de KK e Carlinha

Thursday, November 08, 2007

Olhos famintos

Olho pela janela da minha alma,

E devoro tudo que os meus olhos alcançam.

Na volúpia por êxtase, inebriei-me de ti.

Nesse incontável desejo de tudo experimentar,

Absorvo cada cor, cada pele, cada essência

Para dentro de mim e tudo isso fica misturado.

Causando-me ânsia e desejo de mais e mais,

Mergulhar em cada partícula íntima e serenamente.

Sentir o pulsar de cada uma delas e assim,

Poder saciar essa vontade que aparenta mil vezes,

Maior que o próprio ser que a sente.

Nada tão esperado, mas, inconsciente em mim.

Uma criatura inacaba que busca sua outra parte.

Tempestades amorais

Tempestades amorais
De raios psicodélicos
Em armações de guarda-chuvas
Girando a grande revolução
Que nunca vem, que nunca chega.
Ventos do moinho fantasma de Dom Quixote
Espalham quimeras execridas por toda parte.
A acidez do limão não é relevante mas
Devaneios à parte: sonho algo diferente!
Em meus sonhos os dragões têm
Braços e mãos, e soltam fogo pelos olhos.
Duros de vencer, exercem seu poderio
Sobre os mortais enjaulados em seus sonhos
E buscando tomar-lhes o tempo que têm
Destrói-lhes a família, os sorrisos e a esperança.
E os heróis, poucos hão, que terão a coragem
Necessária para levantar,
Sejam suas armas ou suas bandeiras.

Wednesday, November 07, 2007

Linda menina

Você uma máquina de Clarices furiosas,

Reunidas e disparando tinta contra o papel,

Rebuscando as folhas opacas e finas,

Entrincheirando os inimigos verbais

Em seus quartéis-generais.

É bater continência ao nulo,

Bater com a cabeça no muro.

Sentir o entardecer chegar,

Degustar as soluções sociais,

Que nunca chegarão.

Ler você é ser um pouco Drácula,

É beber o sangue quente na veia a tilintar,

Sabendo que ali há puramente, vida!

A gratidão

A gratidão é o único tesouro dos humildes.
William Shakespeare

Nossas dúvidas

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que,
com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.

William Shakespeare

Tuesday, October 23, 2007

Acordo Psicológico

Peguei minhas verdades e misturei-as
Com metáforas e paradoxos, triturei-os juntos
No liquidificador e, eis que nada sobrou, vi no que deu.
Uma tira de micro partículas, enxovalhadas
Pelas vozes que povoam minha mente.
Quente, sempre latente.
Essa noite eu não dormi, minha caixa pensante
Não desligava. Tive de forçá-la a relaxar.
Mas foi difícil convencê-la, tive de usar de
Artífices muito e ser muito esperto.
Com muito custo fizemos um acordo:
Eu fingia que nada sentia e ela que dormia.
Era quase impossível, pois à beira do abismo
Via plantada a inútil tentativa, porque eu achava
Quem mandava era eu e fingia não saber
Que ela não obedeceria, senão à sua própria...
Vontade.

Tempestade

O vento sopra assobiando,
As nuvens juntam-se no ar.
O céu inteiro se fechando,
Numa aragem a ficar.
E a poeira vai passando
Dando cenário ao lugar.
Os pingos vêm de vagarinho,
Deixando a vida toda úmida.
É como se o céu chorasse,
Por um olhar a implorar.
Se estendendo sobre nós.
Pra que possamos nos salvar.
E nesses pingos há magia,
Tem luz, amor e há carinho,
Que nos restaura toda a vida,
E o nosso externo se modificará.
Aí, dá pra sentir a sua essência,
Que tudo envolve, tudo sacia.
Então a terra se refaz,
Um novo dia surgirá.
Eis teu Espírito como quem,
Outro igual não mais terá.
Não há mais o que temer.
Pois foi-se embora a tempestade,
E a brisa leve da bonança, sopra sobre nós.

Thursday, October 18, 2007

Passos Firmes

Os raios do sol dirigirão meus passos agora.
Eles me indicarão onde quero ir.
Sigo seu brilho e tento ser eu mesmo, sempre...
Mas tem sempre algo no caminho,
Me pedindo para ser outro.
Para fazer diferente.
A sorte que me é dirigida nem sempre a alcanço,
Mas, meus passos firmes ficarão no chão
Me mostrando o que devo fazer e sigo sem errar.
Porque faço o que é certo e busco sempre a luz,
Dos raios que me iluminam para caminhar.
Seu brilho é certo sobre mim.
Sua força é minha força, agora tudo está claro!
Sinto a vitória alcançada pouco a pouco,
Mas sempre haverá luta.
Vejo sua mão estendida, nenhuma outra é capaz
Sustentando e me dando a força que refaz.
Então eu sigo em frente e serei feliz,
Pois é o que Tu queres prá mim e eu,
Vou seguindo seus passos e eles são firmes e
Me levam até Deus.

Friday, October 05, 2007

Às Borboletas

Hoje tentei libertar as borboletas
Que populam meu estômago.
Como quem vasculha o inconsciente
À procura de cavidades indeléveis,
Suscintas à minha vontade.
Alheias ao andar da carruagem...
No tropelo sôfrego,
Do pensamento inquieto,
E no apelo da Vitória,
Que eu dera por certa.
Ingenuidade essa minha.
Elas não saíram e ainda estão lá.
Dá para sentir sua asinhas batendo,
E estas, loucas por liberdade!
Anseiam como eu ver a luz do sol,
Ou quem sabe a luz no fim do túnel.

Abstrato

Não me peça certeza do talvez,
Pois o abismo você sabe, é fundo.
Só não tanto quanto minha alma
Que é qual um buraco negro, que
Suga tudo ao seu redor e ainda
Assim não se farta. E tudo o que
Tenho nesse instante dúbio é
Justamente a falta dessa retidão,
Constante que, parece me
Devorar deixando-me apenas os
Ossos ressequidos.
Talvez é talvez e, eu sou imune aos
Raios desa tempestade toda.
E não vou cair de novo em espiral,
Para outra vez me perder.
Mas quero sentir seu toque seguro
Para poder pegar mais uma vez a
Tua mão e ter a única certeza,
Que posso ter: a de que valeu à pena.

Subjetivamente

Uma cascata de palavras invadem minha mente
Crucificando meu ser e aleijando-me até
Mesmo de ver o que há no intelecto,
E meu coração é um abismo sem fim neste dia.
Então percebo que não são as águas, mas as
Correntes de pensamentos alheios aos meus
Que conturbam minha paz, meu íntimo.
É necessário parar e subir ao monte para
Olhar tudo lá de cima e o que quer que tenha
Feito eu me sentir assim, não é nada dentro mim.
Portanto não pode me afetar tanto assim.
Que razões têm esses caminhos que não são os
Meus, para atrapalhar meus sentimentos
Que ficarão presos nessa gaiola humana que sou?
Subjetivamente é assim que escolhi para ser.
Outro não pode me ordenar que eu pense ou veja
O que ele quer e sim só o que sinto em mim.

Sunday, September 30, 2007

Prisioneiro

Preciso é, transpor a barreira
Que me impede de exercer
Os sentidos
E veda minh´alma de ser
Clara em sua essência plena.
Necessário se faz enxergar com a
Consciência interior, que existe outro
Eu, e que esperneia acorrentado
Pdindo liberdade.
Quero respirar de forma a revelar
As metáforas e paradoxos contidos
E misturados dentro de mim.
E assim pleno, ser eu mesmo,
Simplesmente.

Friday, June 15, 2007

Evolução do nada

Insólito como o interno do ser,

Instável, como o magma dos vulcões.

Suscetível aos pequenos toques,

Sossobrável se questionado for,

Evolução que caminha para o nada.

Manifesto Mudo

Pego meu giz de cera e
Rabisco, no escuro abismo da alma,
Minha mensagem indecifrável.
Quem a vir saberá do que se trata:
Meu manifesto mudo, da eterna
Luta em mim travada.
Das forças que degladiam-se, sem
Que nem eu mesmo imagine
Um vencedor. Mas sei que haverá um.
Este conquistará o espaço do Outro,
E se imporá um novo ritmo,
Uma nova cadência que me comandará,
Por inteiro.
Sinto medo e um calafrio
Percorre a minha espinha.
Olho na linha do horizonte e o que quer
Que eu veja não torna mais claro
O meu entendimento...

Wednesday, May 23, 2007

Beijo na Cicatriz

Beijo na pele,
Cicatriz de póros.
Velocidade intensa,
Árvores choronas
que balançam vidas.

Verbo, selo estridente
Peixe que nada a suspirar por ar.
O que acaba com a paixão é seco,
Mesmo que haja ósculo molhado.

Na vitrine o exposto tá dentro, e
O reflexo não é inverossímil.
A correnteza leva água e sal
Mesmo à ferida que ainda não fechou.

O que ganho, gasto com o uso
Para alegria de alma morta.
Memórias congeladas que guardo para depois
Volto e reencontro o mesmo beijo.