Thursday, September 14, 2006

As horas

Olho ansioso os ponteiros a gritar o tique-taque
Marcando o tempo que me sufoca,
e prende-me às angústias que são atemporais.

Cada segundo que se passa, é um tempo
Irrecuperável ante a vida que vai-se prostrando,
Incansavelmente, mas esbaforindo com a respiração
Arfante da longa jornada travada.

E os olhos esmiuçam esse ponteiro atroz,
que corre veloz como os felinos nas pradarias
Em livres caçadas pela sobreviência.
Assim vão-se as horas crispando o novo minuto
Que não arrefece,não desiste e não volta atrás.

1 comment:

Andrea said...

Olá, Carlos.
Me senti honrada com sua visisa, comentários e convite, e vim retribuir a gentileza.
As horas, o tempo, Cronos... e nossa eterna luta contra esse poder que nos foge a todo instante. Parece ser um tema que te fascina e que fascina tantos outros com a mesma paixão que nós, mas vc conseguiu, com maestria, expressar em palavras a angústia de ser um refém dele. Parabéns. Se puder e quiser, claro, entre em www.poeticauniabc.cjb.net - poesia - Andréia K. - Encontro Marcado e perceba a nossa cumplicidade, contada com histórias tão diferentes. Sucesso e parabéns, novamente.